9 de abril de 2009

Fumantes passivos

Na edição nº 33 (Fev/2009) de Carta na Escola, o professor Alexandre Marques Tozetti, alerta para a fumaça que sai do cigarro aceso que não é diretamente inalado pelo fumante. Ele afirma que essa fumaça representa 96% do tempo do cigarro aceso e que tem 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante que traga um cigarro, pois a combustão ocorre com temperatura mais baixa e com menos oxigênio intensificando o poder nocivo das substâncias contidas no tabaco e a fumaça diretamente inalada pelo fumante e após expelida, é em parte retida pelo fumante.

Para o professor Tozetti, “essa é a fumaça mais perigosa produzida pelo cigarro e que expõe os não-fumantes a riscos muito parecidos com os dos fumantes para diversas doenças”.

Para corroborar com esta afirmação do professor Tozetti, foi realizado em 2008 um estudo pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e divulgado em Fevereiro de 2009, onde 35,9% de 1310 voluntários não-fumantes da cidade de São Paulo têm o mesmo nível de contaminação dos fumantes. Sendo que 18,32% têm as características de um fumante leve (menos de 1 maço por dia), 15,27% a de um fumante (menos de 2 maços por dia) e 2,29% a de um fumante pesado (mais de 2 maços por dia).

Os participantes realizaram o teste do monoxímetro, que mede o nível de monóxido de carbono no organismo.

Segundo Luizemir Lago, diretora do Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas), órgão da Secretaria de Saúde, “esses dados comprovam que os fumantes passivos também estão expostos aos mesmos riscos de quem é usuário de cigarros e derivados de tabaco”.

Só para lembrar, os principais males que o cigarro pode causar a fumantes e não-fumantes são: acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão arterial, enfisema pulmonar e câncer de pulmão, boca, faringe, laringe, esôfago e estômago.

5 de abril de 2009

Pontos de vista sobre as mudanças na Lei Rouanet

Está em discussão a proposta do Ministério da Cultura que propõe mudanças na lei Rouanet que incentiva o apoio financeiro privado à cultura nacional por meio de isenção fiscal concedida pelo governo federal. As propostas mais polêmicas são:

1) A criação de comissões formadas por governo e sociedade para avaliarem o mérito artístico da obra, além de aspectos técnicos, como orçamento e prazo da obra.

2) A inclusão de mais quatro faixas de isenção (60%, 70%, 80%, 90%), onde o enquadramento seria decidido por comissões formadas por governo e sociedade. Hoje existem somente duas faixas: 30% para música e 100% para teatro.

3) Após o período de 18 meses ou três anos, o governo ganhará o direito de uso gratuito sobre essas obras para fins educacionais.

O principal objetivo, segundo o ministro da Cultura Juca Ferreira, é distribuir melhor esse apoio financeiro a todas regiões do Brasil. Hoje 80% das verbas captadas se concentram nas regiões Sul e Sudeste.

Como sou favorável a melhor distribuição das verbas tanto para diferentes regiões como para diferentes atividades artísticas, defendo a inclusão de mais faixas de isenção, mas sem a decisão das comissões, acredito que uma tabela pré-estabelecida relacionando faixas de isenção com atividade cultural ou ainda regiões (tendo em vista a proporção de espetáculos sobre espectadores) demonstraria mais clareza tanto para empresários, artistas e público em geral.

Sou desfavorável à criação de comissões que julgarão subjetivamente o apoio financeiro de quaisquer obras. Sei que são poucos os beneficiados, mas com esta proposta haverá um elemento a mais na decisão da escolha das obras a serem contempladas, elemento que também poderá fazer as suas escolhas a partir de suas ideologias e interesses pessoais ou de um grupo. Por isso, defendo a idéia de cotas mínimas para as atividades menos favorecidas e que dão menos retorno financeiro, ou seja, o empresário que quiser patrocinar um grande espetáculo numa metrópole, deve também patrocinar um pequeno espetáculo numa pequena cidade.

E, por fim, não concordo com a quebra dos direitos autorais dos artistas, ainda mais pelo Estado! Claro que se o Estado financia um espetáculo, ele tem o direito de receber algo em troca. Mas que seja, então, num número de espetáculos gratuitos em escolas ou centros culturais e não nos direitos autorais dos artistas.

Ainda há alguns dias para essa discussão pública antes que ela vá ao Plenário da Câmara Federal para votação. Espero que a diversidade cultural e a liberdade de expressão prevaleçam.

4 de abril de 2009

Preciosas migalhas de Marcio Moreira Alves

Foi cremado hoje o corpo do jornalista e ex-deputado federal Marcio Moreira Alves no Rio de Janeiro-RJ. Marcio morreu ontem (03/04) de falência múltipla dos órgãos, ele estava internado desde Outubro do ano passado devido a um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Como deputado federal em 1968 pelo MDB do Estado de Guanabara (atualmente Rio de Janeiro), ele foi um personagem importante no turbilhão de acontecimentos desse ano no Brasil. Pois no dia 02/09/1968, Marcio Moreira Alves discursou no Plenário da Câmara Federal dos Deputados contra a ação militar que atacou os estudantes da Universidade de Brasília (UNB) ocorrida três dias antes e conclamou a todos que boicotassem o Desfile de 7 de Setembro daquele ano, como repúdio à violência.

O governo militar de Costa e Silva, então, pediu licença à Câmara para processar o deputado por difamação das Forças Armadas, pois o discurso foi considerado ofensivo “aos brios e à dignidade das Forças Armadas”, mas no dia 12 de Dezembro, essa licença foi negada em votação secreta no Plenário, pois o Governo precisaria de pelo menos 2/3 da Casa. Entretanto, no dia seguinte, foi decretada a dissolução do Congresso através do Ato Institucional nº 5 (AI-5), do qual iniciaria os chamados “Anos de Chumbo”.

Segue abaixo trecho do documentário produzido em 2004 pela TV Cultura e apresentado por Paulo Markum, onde o ator Mauricio Branco reconstitui o polêmico discurso de Marcio Moreira Alves no dia 02/09/1968.

Flamengo e Petrobras: quase Bodas de Prata

Petrobras não é mais o patrocinador do Clube de Regatas do Flamengo. Por quase 25 anos, a mais longa parceria no esporte brasileiro, a Petrobras patrocinou o clube. A renovação do contrato valia mais R$ 14,2 milhões para o Flamengo neste ano, mas o clube deveria apresentar as certidões negativas de débito com o INSS e o IPTU (de acordo com a lei de repasse de cotas públicas para clubes esportivos), o que não foi possível, pois o Flamengo tem uma dívida de mais de R$ 200 milhões aos cofres públicos, segundo a Folha Online de 03/04/09.

Flamenguistas de coração e atletas do clube não fiquem tristes, pois Semp Toshiba, Oi e Nestlé já se interessam em patrocinar o clube com maior número de torcedores no Brasil, pelo menos no futebol.

O Flamengo não é só um clube de futebol importante, mas também investe em basquete (1º lugar na classificação geral da NBB), natação, ginástica olímpica, judô, futsal, vôlei, remo e outros esportes.

Espero que o Flamengo administre melhor os seus negócios para que um dia não tenhamos que falar de sua falência.

Para Petrobras resta agora, no futebol, o patrocínio com o River Plate da Argentina.

31 de março de 2009

Não Pertube!

Se você está cansado de receber ofertas de serviços ou produtos que na maioria das vezes não lhe interessam, você pode agora cadastrar o seu número de telefone móvel ou fixo, do Estado de São Paulo, no "Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing" (conforme Lei 13.226/08, regulamentada pelo Decreto Estadual 53.921/08) no site do Procon-SP (http://www.procon.sp.gov.br/BloqueioTelef/). O número de telefone só pode ser cadastrado por seu titular.

As empresas tem 30 dias para inserirem o número cadastrado em seu banco de dados, consultando-os no site do Procon mediante cadastro e não mais utilizarem este meio para a venda de seus serviços ou produtos. Mas lembre-se que as empresas filantrópicas continuam podendo utilizar do telemarketing, além da empresas autorizadas por escrito. A lei também deve ser respeitada por empresas de outros Estados. Caso a empresa desrespeite este direito, ela pode ser denunciada no Procon-SP através do mesmo site.

8 de março de 2009

Migalhas de Charles Chaplin

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado para fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para faculdade.
Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando...
E termina tudo com um ótimo orgasmo!!!"

26 de fevereiro de 2009

"Navio de Emigrantes" de Lasar Segall


Pintura à óleo com areia sobre a tela de 1939/42, onde o autor retrata em grande proporção (230 x 275 cm) a viagem de famílias ou solitários fugindo, num navio, da guerra, fome e miséria de sua terra natal.

Nessa tela a cor marrom é predominante, uma cor que transmite tristeza e sofrimento. Vemos crianças e adultos doentes, cansados e tristes que enfatizam esses sentimentos. Destaco a mulher com seu filho, no canto esquerdo inferior da tela, provavelmente viúva.

A tela nos dá uma perspectiva de um mar sem fim, como se o local de destino estivesse muito distante. Apesar das condições precárias de viagem, eis que há um jovem que toca o seu violão para passar o tempo.

Essa obra é grandiosa em tamanho e em sentimento, pois retrata como muitos fugiram de uma Europa em plena guerra e sem saber ao certo o que encontrariam no fim dessa viagem. Em seus rostos, o sofrimento de deixar para trás uma vida inacabada e tentar recomeçá-la novamente em outro lugar.

Sobre o autor

Lasar Segall nasceu em 1891 em Vilna, atual capital da Lituânia numa família de judeus. Em 1906, ele foi para Berlim estudar na Academia de Belas Artes, mas quatro anos depois, ele foi morar em Desden, centro da vanguarda do expressionismo.

Em 1913, ele veio a São Paulo e Campinas expor suas obras de arte. Estas exposições são consideradas as primeiras exposições de arte moderna no Brasil.

Em 1923, ele se mudou para São Paulo, se naturalizando brasileiro quatro anos depois. Fundou com Mário de Andrade e Tarsila do Amaral a Sociedade Pró Arte Moderna.

Ele morreu em 1957 em sua casa em São Paulo, que hoje é o Museu Lasar Segall na Vila Mariana (Rua Berta, 111).

A denúncia da fome, da miséria e da injustiça social está presente na maior parte de suas obras: pintura, escultura, gravura e desenho.

23 de fevereiro de 2009

Penélope Cruz e o Oscar 2009

www.oscar.com


Penélope Cruz é a primeira espanhola a receber a estatueta do Oscar. Ela recebeu na noite de ontem o prêmio de melhor atriz coadjuvante por "Vicky, Cristina, Barcelona" de Woody Allen.

Ela já merecia ter recebido no ano passado por "Volver" de Pedro Almodóvar, representando Raimunda, filha de uma mulher supostamente morta, mas que volta para se reconciliar com a filha. Em "Vicky, Cristina, Barcelona", ela é Maria Elena, ex-mulher de Juan Antonio (Javier Bardem), pintor que se envolve com Cristina (Scarlett Johansson) e Vicky (Rebecca Hall).

Penélope Cruz mesmo com um papel coadjuvante neste filme, aparecendo somente a partir do meio do filme, toma conta da história com uma personagem desvairada e neurótica, mas sincera.

Já era a hora da valorização desse talento e beleza hispânica.


16 de fevereiro de 2009

A Criptonita vence mais uma vez...

A Criptonita do Knicks vence o Super-Pivô do Magic na disputa de enterradas do All-Stars Games 2009. Nate Robinson de 1,75m salta sobre Dwight Howard de 2,11m e vence pela segunda vez.